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		<title>Plant&#227;o da Paz</title>
		<link>http://plantaodapaz.blog.terra.com.br</link>
		<description>O PLANT&#195;O DA PAZ &#233; uma institui&#231;&#227;o de aux&#237;lio fraterno que funciona em Salvador - Bahia, de segunda a s&#225;bado, das 8 &#224;s 19h, atrav&#233;s do telefone (71) 3322-3580.</description>
		<language>pt-BR</language>
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		<category>Religião e Crenças</category>
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			<title>Novo Blog</title>
			<link>http://plantaodapaz.blog.terra.com.br/novo_blog</link>
			<pubDate>25.12.07</pubDate>
			
			<description>
Estamos com novo blog:
http://plantaodapaz.blogspot.com/
Acesse-o.
Muita Paz!
&#160;
&#160;</description>
			</item>
		<item>
			<title>Higiene espiritual...</title>
			<link>http://plantaodapaz.blog.terra.com.br/higiene_espiritual</link>
			<pubDate>30.11.07</pubDate>
			
			<description>

&#34;A lembran&#231;a amarga n&#227;o consertar&#225; o passado.A tristeza n&#227;o lhe trar&#225; luz ao pensamento.O des&#226;nimo n&#227;o tem condi&#231;&#245;es de prestar aux&#237;lio.O azedume n&#227;o pacifica o mundo &#237;ntimo.A revolta n&#227;o lhe far&#225; ver o caminho justo.A cr&#237;tica &#233; fator de mais solid&#227;o.A irrita&#231;&#227;o &#233; a companheira do fracasso.A intoler&#226;ncia afasta a simpatia.O ressentimento &#233; veneno em voc&#234; mesmo.A condena&#231;&#227;o &#233; treva que se espalha.Evitemos esses agentes do contra e procuremos trabalhar, na certeza de que, servindo, encontraremos a ben&#231;&#227;o da alegria por nosso clima permanente de luz.&#34; (Andr&#233; Luiz em Respostas da Vida)
HIGIENE ESPIRITUALAnte os detritos da maledic&#234;ncia, usemos a vassoura das boas palavras.Ante o lixo do sarcasmo, cavemos a fossa do sil&#234;ncio.Ante os vermes da crueldade, mobilizemos os antiss&#233;ticos do socorro crist&#227;o.Ante o v&#237;rus da c&#243;lera ou da irrita&#231;&#227;o que nos defrontar nas frases ou nas atitudes alheias,Ante os t&#243;xicos do pessimismo negrejante, acendamos claridade do bom &#226;nimo.Ante o veneno da ociosidade, mobilizemos os nossos recursos de servi&#231;o.Ante as serpes da incompreens&#227;o, realizemos. mais vasto plantio de caridade.Ante os micr&#243;bios da desconfian&#231;a, incentivemos a nossa sementeira de boa-vontade e f&#233;.Ante a erva sufocante dos conflitos de opini&#227;o, refugiemo- nos na boa vontade para com todos, que procura garantir o bem, acima de tudo.Ante as perigosas mol&#233;stias do amor pr&#243;prio ferido, expressar-se no corpo e na alma, atrav&#233;s de mil modos, pratiquemos o perd&#227;o incondicional e incessante.Jesus n&#227;o &#233; somente o nosso Divino Orientador.&#201;; tamb&#233;m o Divino M&#233;dico de nossa vida.Procuremos, pois, no Evangelho, as justas instru&#231;&#245;es para nossa higiene espiritual e alcan&#231;aremos a nossa higiene espiritual e alcan&#231;aremos a harmonia para sempre.
Andr&#233; Luiz(Do livro &#34;Relic&#225;rio de Luz&#34;, psicografia de Francisco C&#226;ndido Xavier,  autores Diversos Esp&#237;ritos - Ed. FEB)</description>
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			<title>Voc&#234; est&#225; comprometido?</title>
			<link>http://plantaodapaz.blog.terra.com.br/voce_esta_comprometido</link>
			<pubDate>29.11.07</pubDate>
			
			<description>&#34;Se constru&#237;stes castelos no ar, n&#227;o te envergonhes deles; est&#227;o onde devem estar. Agora constr&#243;i os alicerces&#34; (A. C. Jesus).
VOC&#202; EST&#193; COMPROMETIDO?Olha, n&#227;o estou querendo saber se voc&#234; j&#225; encontrou seu par na vida, embora quem esteja num relacionamento amoroso n&#227;o deixa de estar comprometido. Acho muito curioso o fato de que todos n&#243;s desejamos a felicidade, temos sonhos, ideais, mas apesar disso continuamos infelizes. No fundo, ningu&#233;m quer ser infeliz. A felicidade &#233; a meta, &#233; a busca cont&#237;nua, e muitas vezes sabemos bem o que poder&#225; nos trazer felicidade. Ent&#227;o por que tanta infelicidade?Em nossa vida, verificamos que temos muitas inten&#231;&#245;es, muitos sonhos, muitos projetos. Mas n&#227;o temos compromisso com as nossas inten&#231;&#245;es. D&#234; uma olhadinha em sua vida e verifique quantos projetos voc&#234; tem colocado em pr&#225;tica.Ser&#225; que voc&#234; est&#225; comprometido com os seus sonhos? E n&#243;s somos peritos em sonhos, id&#233;ias, mas , p&#233;ssimos alunos em execu&#231;&#227;o. O Dr. Roberto Shinyashiki, m&#233;dico e escritor, costuma dizer que algumas pessoas t&#234;m muita iniciativa e pouca &#34;acabativa&#34;. Aquele regime de que tanto necessitamos, por vezes at&#233; por necessidade m&#233;dica e n&#227;o puramente est&#233;tica, sempre fica para depois, para segunda-feira... S&#243; n&#227;o se sabe de que m&#234;s e de que ano. J&#225; contou quantas segundas-feiras j&#225; se passaram e voc&#234; ainda n&#227;o iniciou sua dieta?E aquele trabalho volunt&#225;rio numa institui&#231;&#227;o de caridade? Sempre fica para o ano que vem. &#34;Um dia, depois, quem sabe...&#34;E aquela visita ao m&#233;dico? &#34;Fica para depois das f&#233;rias, das provas, da copa do mundo, do carnaval&#34;.E o abandono do cigarro? &#34;Fica para depois deste ma&#231;o&#34;.E aquele curso de reciclagem profissional, t&#227;o importante nestes tempos de globaliza&#231;&#227;o? &#34;Depois eu fa&#231;o, estou at&#233; com o n&#250;mero do telefone na agenda para fazer a minha inscri&#231;&#227;o, mas o dia &#233; t&#227;o corrido que quando vejo j&#225; &#233; tarde.&#34;. E j&#225; se passaram mais de seis meses e a inscri&#231;&#227;o nem sequer foi feita.E aquele curso que comecei e n&#227;o terminei? Fui ao m&#233;dico e n&#227;o fiz os exames solicitados. Fui ao Centro e interrompi o tratamento de passes. E aquele livro que comecei e n&#227;o passei do primeiro cap&#237;tulo? Aquele filme de cinema que tanto queria assistir e j&#225; saiu de cartaz? Enfim, aquilo com que tanto sonhei mas n&#227;o me empenhei para realizar?Quando terminei a faculdade de direito, comecei a exercer a advocacia, mas aos poucos fui descobrindo minha inclina&#231;&#227;o para a carreira publica, mais precisamente para a magistratura. Como o concurso de ingresso na carreira de juiz era muito rigoroso, precisava dedicar-me mais aos estudos. Resolvi deixar a advocacia para s&#243; me dedicar ao concurso, gra&#231;as, &#233; claro, ao apoio financeiro de meu pai. E assim fiquei estudando por v&#225;rios meses, mais de dez horas por dia. Fui aprovado na primeira fase do concurso, pelo que fiquei bastante animado. Mas n&#227;o fui adiante. A reprova&#231;&#227;o na segunda prova foi um golpe fort&#237;ssimo. Fui a nocaute; fiquei estendido na lona por v&#225;rios meses. N&#227;o me conformava. Achava que tinha feito uma boa prova. E a&#237; culpei o mundo, a faculdade, a pol&#237;tica, o governo, a empregada... Estava revoltado, quase um ano de minha vida perdido em cima dos livros, pensava.Teria que voltar para a advocacia, mordido por dentro, revoltado. Tive que procurar emprego, entrevistas e mais entrevistas. At&#233; que acabei sendo contratado. Fui me conformando com a situa&#231;&#227;o. Concurso? &#34;Nunca mais&#34;, pensava. E assim se passaram dois anos. Estava relativamente bem na advocacia, j&#225; trabalhando em outro grande escrit&#243;rio, mas por dentro vivia insatisfeito porque no fundo eu queria mesmo era ser juiz. A advocacia &#233; uma bel&#237;ssima profiss&#227;o, um sacerd&#243;cio, mas a minha inclina&#231;&#227;o era para a magistratura.Minha mulher, na &#233;poca minha namorada, notando minha tristeza interior e conhecendo-me por dentro, tocava no assunto do concurso, dizendo-me para tentar mais uma vez, ir atr&#225;s daquilo que queria. A princ&#237;pio, a id&#233;ia foi prontamente rejeitada. Mas ela, com a sensibilidade de mulher, foi pouco a pouco me convencendo da necessidade de tentar. Ela me fez uma pergunta que nunca mais vai sair da minha cabe&#231;a:  &#34;O que ser&#225; de voc&#234; futuramente quando aparecer o remorso de n&#227;o ter lutado por seus sonhos?&#34;Ent&#227;o eu fiz a proje&#231;&#227;o de um homem amargurado e derrotado. Foi o bastante para retomar o meu sonho. E me convenci de que deveria tentar quantas vezes fosse necess&#225;rio. Poderia ser que n&#227;o fosse aprovado, que n&#227;o me tornasse juiz, mas queria deixar essa vida como um homem que lutou por seus sonhos. Queria morrer com a certeza de que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance para conquistar os meus ideais, e n&#227;o com a vergonha de ter sido fraco ao n&#227;o persistir na luta.Um ano depois acabei sendo aprovado no concurso e hoje sou juiz porque venci todas as barreiras, que no fundo eram as minhas pr&#243;prias limita&#231;&#245;es. Eu n&#227;o havia sido aprovado anteriormente porque n&#227;o estava suficientemente preparado, quer sob o ponto de vista t&#233;cnico, quer sob o ponto de vista emocional. Era preciso maior empenho. Fui aprovado quando larguei a revolta, o orgulho ferido e decidi ser feliz. Estudei mais, preparei-me melhor, adquiri mais experi&#234;ncia na advocacia e a aprova&#231;&#227;o no concurso acabou sendo uma decorr&#234;ncia natural da minha determina&#231;&#227;o.Sonhar &#233; bom. Melhor &#233; tornar o sonho realidade. Mas para isso &#233; preciso comprometimento, determina&#231;&#227;o e dedica&#231;&#227;o. &#201; preciso sair da nossa zona de comodidade e transformar nossas aspira&#231;&#245;es em situa&#231;&#245;es concretas. Nada cair&#225; do c&#233;u. Deus atua pelos nossos gestos concretos, n&#227;o por nossos sonhos. Quem est&#225; desempregado deve movimentar-se para encontrar um emprego. N&#227;o basta ficar sonhando com um bom trabalho, &#233; preciso materializar as condi&#231;&#245;es para que o sonho se concretize.Todos os grandes homens do mundo, s&#243; realizaram seus sonhos porque estavam comprometidos com ele. Tinham inten&#231;&#227;o, mas tinham sobretudo muita a&#231;&#227;o. Todos se lembram de Edson Arantes do Nascimento, o nosso Pel&#233;, como o maior jogador do s&#233;culo, mas poucos se recordam de que ele continuava a sua prepara&#231;&#227;o f&#237;sica e t&#233;cnica depois que o treinador dava por encerrado o coletivo. Vejamos tamb&#233;m os exemplos de Madre Tereza de Calcut&#225;, Francisco de Assis, Ganghi, Martin Luther King, Albert Schweitzer, Thomas Edison, etc.O t&#237;tulo deste livro encerra um grande desafio: sem medo de ser feliz. &#201;, at&#233; para ser feliz &#233; preciso coragem, determina&#231;&#227;o. Muitas vezes n&#243;s queremos a felicidade, mas n&#227;o estamos dispostos a pagar o pre&#231;o. Nada nos &#233; dado sem merecimento. Muitos sonham com a felicidade, mas querem continuar do mesmo jeito que os torna infelizes. Eu s&#243; fui aprovado no concurso quando abandonei a imagem do revoltado, do homem orgulhoso que n&#227;o admitia suas pr&#243;prias limita&#231;&#245;es. Com aquele comportamento, eu estava dizendo para o mundo que era um injusti&#231;ado, que o meu valor n&#227;o havia sido reconhecido. Era uma atitude c&#244;moda, porque era mais f&#225;cil reclamar do que me esfor&#231;ar para suprir as minhas defici&#234;ncias. Se eu n&#227;o havia feito o bastante para ser aprovado, que fizesse mais, que estivesse mais bem preparado para os pr&#243;ximos concursos. Contudo, era mais f&#225;cil reclamar, colocar a culpa nos outros. Por isso temos que estar comprometidos com a nossa felicidade. O medo de ser feliz significa o medo que temos de abandonar os comportamentos antigos que nos trazem infelicidade. Se a gente ficar no &#34;pobre de mim&#34; a nossa vida ser&#225; mesmo uma pobreza de felicidade.E voc&#234;, anda realizando os seus sonhos? Est&#225; comprometido com eles? Que bom se voc&#234; disser que sim! Mas, se n&#227;o estiver, comece agora. Comprometa-se com seus ideais. Decida-se por voc&#234;. Seja um realizador. Um homem de a&#231;&#227;o. A vida &#233; como se fosse uma grande pe&#231;a de teatro e voc&#234; um dos seus protagonistas. Ocorre que muitos acham que a pe&#231;a ainda n&#227;o estreou e que ainda estamos ensaiando. Enganam-se. Estamos em pleno palco da vida, com todos os atores em cena, com o p&#250;blico &#224; nossa espera, aguardando o desempenho do nosso papel de ator principal.Ser&#225; que voc&#234; tem coragem de ser feliz?Eu acredito que sim.
Jos&#233; Carlos De Lucca - Livro &#34;Sem Medo de Ser Feliz&#34;</description>
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			<title>Fechando portas...</title>
			<link>http://plantaodapaz.blog.terra.com.br/fechando_portas</link>
			<pubDate>28.11.07</pubDate>
			
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&#34;N&#227;o deixe portas entreabertasEscancare-asOu bata-as de vez.Pelos v&#227;os, brechas e fendasPassam apenas semiventos,Meias verdadesE muita insensatez.&#34; (Flora Figueiredo)
FECHANDO PORTAS&#201;  preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistimos em permanecer nela, depois do tempo necess&#225;rio, perderemos a alegria e o sentido do resto.Fechando c&#237;rculos, fechando portas ou fechando cap&#237;tulos, como queira chamar, o importante &#233; poder fech&#225;-los, deixar ir momentos da vida que se v&#227;o enclausurando.Terminou seu trabalho? Acabou a rela&#231;&#227;o?J&#225; n&#227;o mora mais nessa casa?Deve viajar?A amizade acabou?Voc&#234; pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modific&#225;-lo...O desgaste ser&#225; infinito, porque na vida, voc&#234;, seus amigos, filhos, irm&#227;os, todos estamos destinados a fechar cap&#237;tulos, virar p&#225;ginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.N&#227;o podemos estar no presente sentindo falta do passado.O que aconteceu, aconteceu.N&#227;o podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter v&#237;nculos com quem n&#227;o quer estar vinculado a n&#243;s.Os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos que deix&#225;-los ir!Por isso, &#224;s vezes &#233; t&#227;o importante esquecer de lembrar,trocar de casa, rasgar pap&#233;is, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros...Na vida ningu&#233;m joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar.O  passado passou: n&#227;o espere que o devolvam.Tamb&#233;m n&#227;o espere reconhecimento ou que saibam quem voc&#234; &#233;.A vida segue para frente, nunca para tr&#225;s.Se voc&#234; anda pela vida deixando portas &#34;abertas&#34;, nunca poder&#225; desprender-se, nem viver o hoje com satisfa&#231;&#227;o.Casamentos, namoros ou amizades que n&#227;o se fecham,possibilidades de &#34;regresso&#34; (a qu&#234;?), necessidade de esclarecimentos,palavras que n&#227;o foram ditas, sil&#234;ncios...Fazer a faxina emocional &#233; arrumar espa&#231;o nas gavetas do futuro para o novo.N&#227;o por orgulho ou soberba, mas porque voc&#234; j&#225; n&#227;o se encaixa al&#237;, naquele lugar, naquele cora&#231;&#227;o, naquela casa,naquele escrit&#243;rio, naquele cargo...Voc&#234; j&#225; n&#227;o &#233; o mesmo que foi h&#225; dois dias, h&#225; tr&#234;s meses, h&#225; um ano...portanto, nada tem que voltar.Feche a porta, vire a p&#225;gina, feche o c&#237;rculo!Voc&#234; nunca ser&#225; o mesmo, e nem o mundo &#224; sua volta, porque a vida n&#227;o &#233; est&#225;tica.Faz bem &#224; sa&#250;de mental cultivar o amor por voc&#234; mesmo, desprender-se do que j&#225; n&#227;o est&#225; em sua vida.Lembre-se de que nada, nem ningu&#233;m, &#233; indispens&#225;vel...&#201; um trabalho pessoal aprender a viver com o que d&#243;i, deixar-se ir e aprender a desprender-se.E isso o ajudar&#225; definitivamente a seguir para a frente com tranq&#252;ilidade.Essa &#233; a vida que todos precisamos aprender a viver...
Ro Luggeri</description>
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			<title>Um pouco de sil&#234;ncio...</title>
			<link>http://plantaodapaz.blog.terra.com.br/um_pouco_de_silencio</link>
			<pubDate>27.11.07</pubDate>
			
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&#34;Apenas no sil&#234;ncio interno, a alma descobre os segredos de Deus.&#34;(Frederick William Robertson)
UM POUCO DE SIL&#202;NCIONesta trepidante cultura nossa, da agita&#231;&#227;o e do barulho, gostar de sossego &#233; uma excentricidade.Sob a press&#227;o do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obriga&#231;&#245;es. Muitas desnecess&#225;rias, outras imposs&#237;veis, algumas que n&#227;o combinam conosco nem nos interessam.N&#227;o h&#225; perd&#227;o nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que n&#227;o se submetem mas questionam, os que pagam o pre&#231;o de sua relativa autonomia, os que n&#227;o se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resist&#234;ncia.O normal &#233; ser atualizado, produtivo e bem-informado. &#201; indispens&#225;vel circular, estar enturmado. Quem n&#227;o corre com a manada praticamente nem existe, se n&#227;o se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.Acuados pelo rel&#243;gio, pelos compromissos, pela opini&#227;o alheia, disparamos sem rumo - ou em trilhas determinadas - feito h&#226;msteres que se alimentam de sua pr&#243;pria agita&#231;&#227;o.Ficar sossegado &#233; perigoso: pode parecer doen&#231;a. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, amea&#231;a quem leva um susto cada vez que examina sua alma.Estar sozinho &#233; considerado humilhante, sinal de que n&#227;o se arrumou ningu&#233;m - como se amizade ou amor se &#34;arrumasse&#34; em loja. Com rela&#231;&#227;o a homem pode at&#233; ser libert&#225;rio: enfim s&#243;, ningu&#233;m pendurado nele controlando, cobrando, chateando. Enfim, livre!Mulher,n&#227;o. Se est&#225; s&#243;, em nossa mente preconceituosa &#233; sempre porque est&#225; abandonada: ningu&#233;m a quer.Al&#233;m do desgosto pela solid&#227;o, temos horror &#224; quietude. Logo pensamos em depress&#227;o: quem sabe terapia e antidepressivo? Crian&#231;a que n&#227;o brinca ou salta nem participa de atividades fren&#233;ticas est&#225; com algum problema.O sil&#234;ncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de n&#243;s. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas inc&#244;modas e mal resolvidas, ou se enxerga outro &#226;ngulo de n&#243;s mesmos. Nos damos conta de que n&#227;o somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.Existe em n&#243;s, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo al&#233;m desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso &#233; s&#243; para os outros) vai morrer. Quem &#233; esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?No susto que essa id&#233;ia provoca, queremos ru&#237;do, ru&#237;dos. Chegamos em casa e ligamos a televis&#227;o antes de largar a bolsa ou pasta. N&#227;o &#233; para assistir a um programa: &#233; pela distra&#231;&#227;o.Sil&#234;ncio faz pensar, remexe &#225;guas paradas, trazendo &#224; tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem - ou o que - somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem m&#225;scaras.Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre - em si e no outro - regi&#244;es nem imaginadas, quest&#245;es fascinantes e n&#227;o necessariamente ruins.Nunca esqueci a experi&#234;ncia de quando algu&#233;m botou a m&#227;o no meu ombro de crian&#231;a e disse:-Fica quietinha, um momento s&#243;, escuta a chuva chegando.E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao conv&#237;vio, &#224;s tantas frases, &#224;s tarefas, aos amores.Ent&#227;o, por favor, me d&#234;em isso: um pouco de sil&#234;ncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito al&#233;m das palavras de todos os textos e da m&#250;sica de todos os sentimentos.
Lya Luftin &#8220;Pensar &#233; transgredir&#8221;</description>
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