Plantão da Paz

O PLANTÃO DA PAZ é uma instituição de auxílio fraterno que funciona em Salvador - Bahia, de segunda a sábado, das 8 às 19h, através do telefone (71) 3322-3580.

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2007

16.04.07

Quando não há pedras suficientes...

"As pessoas não sabem amar.
Mordem em vez de beijar.
E batem em vez de acariciar.
Talvez porque percebam como é fácil o amor deteriorar.
De repente, torna-se impossível, impraticável.
Portanto, as pessoas o evitam e procuram consolo na raiva, medo e agressão, que estão sempre à mão e disponíveis.
E talvez, às vezes, não tenham conhecimento de todos os fatos.
Raiva e ressentimento podem bloquear o caminho da gente.
Para incendiar a raiva basta o ar e a vida que ela traga e abafa.
Mas, por outro lado, é real... a fúria!
Mesmo quando não é, ela pode mudar, transformar e moldar você...
Fazer de você algo que você não é.
Assim, a outra face da raiva, é a pessoa que você se torna: se Deus quiser, alguém que acorda um dia e percebe que não tem medo de sua jornada... alguém que sabe que a verdade, na melhor das hipóteses, é uma história parcialmente contada... de que a raiva, como o crescimento, vem em jatos e, em seu caminho, deixa uma nova possibilidade de aceitação.
E... a promessa de calma!"
(passagem transcrita do filme "A outra face da raiva", com Kevin Costner e Joan Allen - título original: "The upside of anger")

QUANDO NÃO HÁ PEDRAS SUFICIENTES

Uma das cenas mais comoventes do filme "Contador de Histórias" (Forrest Gump), foi quando Jenny, a namorada de Forest, voltou depois de longos anos envolvida no submundo de drogas e os dois passaram pela casa onde ela foi criada... se é que se pode dizer que ela foi criada. Porque ela sofreu todo tipo de violência nas mãos do pai. Quando ela vê o barraco, agora já adulta, fica totalmente abalada e todas as lembranças da infância horrorosa voltam à mente.
Ela abaixa e pega uma pedra e a joga, com todas as forças, na direção da casa. Ela acerta uma janela que se desfaz em mil pedaços. Depois ela pega outra, e depois outra... Ela joga todas as pedras perto dela e depois cai no chão chorando.
Forrest disse a ela: "Às vezes não há pedra suficiente".
Creio eu que ele quis dizer que às vezes o sofrimento é tanto, que nada há que podemos fazer para aliviá-lo, que nem a vingança, nem toda nossa raiva resolvem a dor.
Concordo.
Quando sofremos, estamos magoados, nós queremos jogar todas as pedras do mundo contra "aquele barraco" onde sofremos.
Pode ser uma pessoa, uma coisa, uma memória, mas como no caso de Jenny, nunca há pedra suficiente para derrubar o barraco do sofrimento. De fato, o único resultado do esforço de jogar pedras, é que caímos no chão chorando.
Tem que haver uma outra solução... Mas o que fazer quando nós estamos nesta situação? Desesperados, destruídos por dentro diante da injustiça praticada conosco e a única vontade que nós temos é de encher as nossas mãos de pedras e jogar nos algozes da nossa esperança?

I. Para que pegar pedras se eu tenho um Deus vivo que me vê?

II. Para que atirar pedras se Deus transforma minhas perdas em ganho?
Ele é o Deus que transforma as nossas perdas em ganho.As derrotas em triunfo. As humilhações em honra.

III. Para que atirar pedras se Deus está presente em todos os momentos de nossa vida?
Deus está dizendo: "Estou aqui - estou presente". Pode ser que você também se sinta assim, mas pode ter certeza que Deus virá a você e perguntará: "O que há de errado? Eu estou aqui." E com esta promessa, quem precisa de qualquer pedra na mão?

IV. Para que atirar pedras se Deus tem nos dado uma missão em nossas mãos?
As pedras não são solução, são uma fuga. Não podemos abandonar tudo, e esquecer-nos do mundo a nossa volta quando estamos sofrendo. Deus não nos dá licença para curtirmos nossa dor e esquecer-nos das nossas responsabilidades .

V. Para que atirar pedras se Deus já tem suprido a vitória?
Muitas vezes tudo que precisamos está bem perto de nós, mas não conseguimos ver a bênção, o milagre a solução dos problemas, porque as lagrimas do desespero, o choro do ressentimento não nos deixa ver aquilo Deus fez por nós.

Não há pedra suficiente, neste mundo, para aliviar sua dor.

Mas Ele nos disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28).
Agora, com suas pedras no chão, use-as para construir um altar.

Encontre o Deus verdadeiro, receba seu conforto e diga, "Eu vejo o Deus que me vê!"

Peggy Smith Fonseca
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 16:57:39

13.04.07

Mudanças...

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem número, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!" (Nietzsche)

MUDANÇAS

Eu atingirei maior compreensão quando me der conta de que quando espero sentir dor experimento as coisas dolorosamente.

A mudança não precisa ser difícil, e a cura não tem de doer. Muitas vezes, quando esperamos que uma situação seja desafiadora, estressante ou dolorosa, nós nos preparamos para o pior. A verdade é que estamos equipados para passar por tudo. A forma como passamos é o resultado do que pensamos sobre a experiência que vamos viver.

Quando uma mudança está prestes a acontecer, você se lembra dos outros que já passaram por essa experiência. Você se lembra da dor deles e dos momentos difíceis que tiveram. Você se lembra de ter sentido medo por eles. Agora, é você quem está na mesma situação. Por que só se lembra da dor? Pare com isso! Não precisa ser dessa forma! A pergunta que lhe faço é: você quer que seja de outra forma?

Seja qual for a experiência, não precisa ser difícil! A única coisa que faria a experiência mais dolorosa e mais difícil do que precisa ser é a sua forma de encará-la. Se você tiver certeza de que tudo o que acontece tem uma razão – mesmo que no momento você não a veja – e contribui para o seu crescimento, você passa a encarar o que vem pela frente sabendo que há coisas melhores esperando por você do outro lado! Se você parar de imaginar histórias assustadoras e ver monstros à sua frente, o medo, a culpa e a vergonha irão embora.

Até hoje, você pode ter resistido ao inevitável para se proteger da dor. Hoje, pare de imaginar o pior! Vá ao encontro de uma experiência sem dizer o quanto será ruim, difícil ou dolorosa.

Hoje, eu me dedico a passar por todas as experiências sem a expectativa da dor.

Iyanla Vanzant
do livro "A vida vai dar certo para mim"
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 17:58:20

12.04.07

Conquistando a serenidade...

"Para o guerreiro da luz, não existe nada abstrato. Tudo é concreto e tudo lhe diz respeito. Ele não está sentado no conforto de sua tenda observando o que acontece no mundo. O guerreiro da luz aceita cada desafio como uma oportunidade que tem para transformar a si mesmo. Alguns de seus companheiros passam a vida criticando a falta de escolha ou comentando as decisões alheias. O guerreiro, porém, transforma seu pensamento em ação. Algumas vezes, ele erra o objetivo e paga - sem reclamar - o preço de seu erro. Outras vezes, desvia-se do caminho e perde muito tempo voltando ao destino original. Mas um guerreiro não se distrai." (Paulo Coelho)

CONQUISTANDO A SERENIDADE

A "Prece da Serenidade" é uma das orações mais difundidas pelo mundo, cuja autoria é atribuída ao teólogo americano Reinold Niebuhr, produzindo muitos benefícios àqueles que assimilaram o seu elevado significado moral e psicológico. É claro que essa prece não tem nenhuma conotação mágica. A forma não é nada, o pensamento é tudo. No entanto, pode-se assimilar o elevado propósito moral de uma oração e, neste particular, a prece da serenidade nos convida a preciosas reflexões. Vamos a elas.

"Conceda-me, Senhor, serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar..."

Quanta sabedoria há neste pensamento. De fato, se por um lado muitas soluções estão em nossas mãos, outras tantas independem da nossa vontade ou de nossa atuação concreta. Em algumas situações, só Deus poderá alterar o curso dos acontecimentos. Quando nada podemos fazer, Deus pode. E Deus sempre fará o melhor por nós. Ele sempre atua quando não sabemos o que fazer ou quando já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.
Victor Hugo teve o ensejo de escrever: "Quando tiver feito tudo o que for possível, deite-se e vá dormir. Deus estará acordado." E você, prezado amigo, tem entregue a Deus os seus insolúveis problemas? Tem confiado na Divina Providência, naquele Poder Infinito que tudo pode?
Neste instante, proponho a você que abra seu coração, solte o nó da gravata, ponha-se diante de Deus e sinta que Ele o ama. Proponho que você escreva numa folha de papel os insolúveis problemas que o atormentam, colocando-os nas mãos do Criador para a solução mais adequada. Depois, pare de se preocupar com essas questões, pois Deus está cuidando do assunto. Isso proporcionará muita paz ao seu coração.
Será que o amigo percebeu por que essa oração foi denominada de prece a serenidade? A razão é simples. Nós só conquistaremos a paz quando estivermos fazendo aquilo que nos compete fazer. Enquanto adiarmos, não teremos paz, pois o problema continua conosco. E se nada nos é possível fazer, a nossa parte vem da atitude de entrega ao Criador, que tudo sabe e tudo pode. Em regra, ficamos nervosos, preocupados e ansiosos porque fazemos exatamente o contrário. Naquilo que podemos fazer, esperamos que Deus ou as pessoas façam por nós. E naquilo que só Deus pode fazer, queremos agir por nossa própria conta, caindo em verdadeiro desespero em vista da inutilidade de nossas condutas.

A segunda parte da prece diz o seguinte:

"Conceda-me coragem para mudar aquelas que podem ser mudadas..."

A prece nos convida a pedir coragem. Para quê? Para que possamos mudar aquilo que nos cabe mudar. Muitas vezes, a solução para as nossas dificuldades está em nossas mãos, não nas mãos do padre, do pastor, etc. Um professor não fará a prova no lugar do aluno; nem o médico tomará o remédio no lugar do paciente. Já pensou nas mudanças que está precisando realizar? Examine com calma. Verifique quais as decisões que você talvez esteja adiando, esperando que Deus ou alguém faça a parte que é de sua responsabilidade. É preciso tomar atitudes necessárias para que as mudanças ocorram, seja no plano profissional, familiar ou pessoal. Adiar essas decisões acarretará ainda mais ansiedade e sofrimento.

É por isso que a prece termina com um pedido significativo:

"Senhor, dai-me sabedoria para distinguir uma situação da outra."

"Saber a nossa parte e fazer. Saber a parte de Deus e esperar. Eis a expressão da serenidade."

José Carlos de Lucca
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 12:40:39

11.04.07

O segredo do casamento...

"Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração." (André Luiz - Francisco Cândido Xavier)

O SEGREDO DO CASAMENTO

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Stephen Kanitz
www.kanitz.com.br
publicado na Revista Veja, edição 1922, ano 38, nº 37, 14/09/2005, p. 24
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  • Postado em 11:47:14

10.04.07

Sofrer e aprender...

"Quem chega no fundo do poço precisa lembrar que o fundo é o melhor lugar do poço para se tomar impulso." (Eduardo Marinho)

VOCÊ SOFRE PARA APRENDER OU PARA SE PERDER, OU SIMPLESMENTE NÃO SOFRE?

Que todo mundo sofre, a gente pode imaginar. Sinceramente, creio que não haja sequer um ser vivo nesta dimensão que não sofra. Jesus Cristo sofreu, Dalai Lama sofre, Bin Laden sofre, Angelina Jolie e Brad Pitt sofrem, Bill Gates sofre, Xuxa sofre, eu sofro e suponho que você também...

Então, esse danado de sofrimento tem de servir para algo de bom! Mas depende de nós, de como reagimos à dor, de como encaramos os momentos de angústia e aflição...

Aprender a transformar a dor em amadurecimento é uma tarefa que exige topete, como diria minha avó! E parto do princípio de que existem três caminhos para lidar com ela, sendo que apenas um deles pode nos conduzir a uma condição realmente válida: a transformação do sofrimento em consciência e, consequentemente, em felicidade:

1- fingir que não estamos sofrendo, desconectarmo-nos da dor, vestirmos uma armadura e simplesmente não entrarmos em contato com aquilo que nos machuca e nos faz perceber o quanto não sabemos lidar com a situação e, portanto, o quanto ainda temos o que aprender...

2- sofrer exageradamente, descabidamente, nos perdendo e nos desrespeitando; passarmos a implorar pela atenção e pela piedade do outro; ignorar nossa auto-estima e, por fim, mais do que nos despedaçarmos para depois nos recompor, permitir que a dor nos faça desmanchar, até que já não mais saibamos quem realmente somos...

3- sofrer intensa e dignamente, até compreender e assimilar que a dor é um aprendizado, um amadurecimento, um convite ao mundo de Gente Grande; usar a dor para evoluir, fazer diferente, reconhecer nossas limitações e transcendê-las...

Claro que a terceira opção é a mais difícil; é como arrancar a ferida sem anestesia, porque não há remédio que alivie; é fundamental sentir o que há para ser sentido, sem mascarar, sem amortecer. Sendo assim, só existe uma coisa a fazer: encarar a si mesmo e sofrer até que desabroche o grande ensinamento. Eis aí a mais pura e eficiente sabedoria.

Todos os problemas resolvidos? De forma alguma. A vida é cíclica. O Universo é perfeito; e se aqui estamos para nos tornarmos melhores, haveremos de entrar no ritmo de uma dança que intercala alegria e tristeza, amor e indiferença, equívocos e acertos, dor e felicidade... num compasso que pede, enfim, cada vez mais felicidade e menos dor!

Como? Estando atentos todos os dias. Admitindo os erros e nos acolhendo. Reconhecendo o crescimento e festejando. Olhando pra isso tudo do modo mais carinhoso que conseguirmos, sem desistir: o trabalho é de formiga, dia a dia, passo a passo, sem nunca parar...

É assim: a gente repete o erro várias e várias vezes, porque uma coisa é saber e a outra é sentir e fazer... Primeiro a gente descobre que está fazendo errado (saber); aí tenta fazer o certo, mas ainda não sente e erra de novo. Até que, um belo dia, a gente acorda e pensa “caramba, por que é que estou fazendo isso desse jeito?”.
Cai a ficha, finalmente, e daí não tem mais jeito, a gente acerta, acerta, acerta... Só que, num outro belo dia, algo acontece e a gente se fragiliza... e quando vê, está lá, errando de novo. E assim caminha a humanidade...

O segredo?!? Acertar mais vezes do que errar, porque acertar sempre é impossível. É por isso que o caminho não tem fim, porque a gente nunca sabe tudo... Num dia, tá lá em cima, noutro dia, lá em baixo... É o paradoxo que nos dá a noção do que realmente desejamos...

Por essas e outras, mais do que se culpar ou se afogar em lágrimas deliberadamente, procure saber e sentir, viver e agir, amar e, a despeito dos inevitáveis enganos, tentar de novo e nunca desistir, porque o objetivo é ser melhor e ser feliz!

Rosana Braga
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 12:45:46