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... 100% das tacadas que não dá

"Por mais que sejamos cultos,
por mais que mereçamos,
jamais conseguiremos uma vida melhor
enquanto não possamos imaginá-la
e não permitamos alcançá-la."
(Richard Bach - in "Um")
Entendendo alguns princípios básicos de como o Universo funciona, tudo fica mais fácil. Uma das regras diz que aquilo que você não tenta, não consegue.
Será tão difícil de entender isso? Aquilo que você não tenta, não consegue.
Simples e direta, essa norma parece ser uma das mais difíceis de implantar na mente das pessoas que dizem querer algo.
Dizem que querem, mas não tentam sistemática e consistentemente.
Dizem que querem, mas assim que surgem os primeiros (e inevitáveis) desafios, desistem.
Dizem que querem, mas assim que o programa de TV começa a passar, desligam o cérebro e entram em transe, vivendo outras vidas.
Dizem que querem - desde que não tenham que pagar o custo do projeto, em termos de dedicação, horas e suor.
Não importa quantas vezes você diga que quer algo. Se você não fizer repetidamente as coisas que levam você até este algo, nada tenderá a acontecer.
Sabe qual a razão das pessoas desistirem tão rápido de tudo? Ficam desapontadas com as falhas, os tropeços e as quedas intermediárias, entre o ponto no qual estão e o ponto para o qual desejam ir.
Parte das pessoas até tenta, mas assim que as primeiras quedas e fracassos ocorrem, desistem de tudo. Acontece que os fracassos intermediários são absolutamente necessários e devem ser esperados. É uma questão de física e matemática.
Ninguém parece ter explicado para elas, quando crianças, que os tropeços, falhas e quedas são exatamente o caminho que leva ao sucesso! Não há outro caminho.
Lembra-se do conto dos Três Porquinhos? Os dois primeiros porquinhos tiveram suas casas completamente destruídas pelo Lobo Mau, antes que o porquinho chamado de “Prático” construísse sua casa com tijolos e cimento. Os fracassos com as casas construídas pelos dois primeiros porquinhos, uma feita de palha, e outra de madeira, mostram que o processo que leva ao sucesso é exatamente o fracasso intermediário.
A falha sempre vai acontecer, sempre vai surgir, porque ela é parte inerente do processo que leva ao sucesso. Deixe-me repetir para que você fixe isso claramente: a falha sempre vai acontecer, por ser parte inerente ao processo que leva ao sucesso.
Quem está nas arquibancadas, assistindo, não tropeça, não cai e não escuta vaias. Se você falhou, fracassou, caiu... é porque ainda esta no jogo, ainda está no time que busca a vitória, está dando as tacadas e, com sorte, aprendendo como melhorar seu jogo. É isso o que o jogador de hockey, Wayne Gretzky, tentou explicar quando disse que “você erra 100% das tacadas que não dá”.
Quantos gols Ronaldinho teria feito, se não participasse de nenhuma Copa do Mundo?
Quantas corridas Senna teria ganhado se não participasse de nenhum grande prêmio?
Pense naquilo em que você teve sucesso no passado, algo que tenha conquistado e que faz parte da sua história de vida. Você teria tido esse sucesso se tivesse ido para um guarda-roupas e se escondido do mundo lá dentro?
Com toda a sinceridade, sua resposta deve ter sido um sonoro “não”.
Você falhará, no caminho para o sucesso? Claro que sim. Mas isso é muito bom. Este é um indicador de que você continua no caminho, continua no jogo e continua a avançar. Lembre-se: você erra 100% das tacadas que não dá.
Que tacada você dará agora?
Aldo Novak
http://www.aldonovak.com.br

Há alguns anos, participando como bolsista de um programa de visitas a empresas no Japão, juntamente com empresários de mais treze países, estávamos numa empresa, analisando seus números e seu histórico. Um mexicano que fazia parte do grupo, diante dos dados que estávamos lendo, sugeriu ao administrador da empresa que demitisse quatrocentos funcionários de determinadas áreas, pois assim dobraria seus lucros praticamente sem afetar sua produtividade.
O empresário olhou para nosso companheiro calmamente, esperou que ele terminasse toda a sua argumentação e calmamente respondeu: “No Ocidente, vocês costumam ver o dinheiro como a única forma de lucro. Mas para mim lucro não é só recompensa financeira. Lealdade a meus funcionários também é lucro. A certeza de estar ajudando a construir uma nação forte também representa um grande lucro. E a tranqüilidade de realizar minha missão na vida é a maior de todas as formas de lucro.”
Ouvindo aquilo, mentalmente concluí: a felicidade também é lucro.
Muitas pessoas, na hora da morte, se revelam frustradas, arrependidas, e muitas vezes dizem coisas como: “A vida me enganou. Trabalhei demais, agora que ia começar a viver vejo que não tenho mais tempo. Se eu pudesse começar de novo...”
Porém, a vida não engana ninguém. Ela está sempre a nosso lado, orientando, sinalizando, o tempo todo. Não prestar atenção acaba custando caro demais. Muita gente pensa que a felicidade só será possível depois de alcançar alguma meta, mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser infeliz. A pergunta fundamental é: o que você precisa para ser feliz hoje, agora?
Em geral, na hora da morte, as pessoas se arrependem basicamente por um ou mais entre alguns motivos, nenhum deles ligado a não ter conseguido carreiras muito brilhantes ou por não ter acumulado muita riqueza material. Muitos se arrependem por não ter ido atrás do grande amor de suas vidas, por falta de coragem de mudar o que precisaria ser mudado. Uma maior parcela de arrependidos sofre por não ter valorizado seus companheiros, e por ter transformado sua história de amor numa história de poder e dominação sobre o outro, baseada no medo. São mulheres que se arrependem de ter passado a vida implicando com as pequenas manias de seus maridos ao invés de simplesmente curtir seu amor. Ou maridos que se negaram a atender tantas vontade de suas esposas apenas para mostrar “quem é que manda”. Muitos ainda se arrependem de não ter dado todo o amor e atenção que poderiam dar a seus filhos, e se limitaram a batalhar para dar todo o conforto e todos os recursos materiais que puderam, pensando que apenas isso os transformaria em adultos felizes.
Mas a maior parcela de arrependidos é o time dos que desistiram de correr atrás de seus sonhos. Os que queriam ser advogados mas ficaram cuidando dos negócios da família, porque era a maneira mais fácil de ganhar dinheiro. Os que trocaram o ideal em que basearam a escolha da profissão pelas carreiras feitas para acumular bens e símbolos de poder e status.
Muita gente passa a vida como se estivesse hipnotizada, correndo atrás sabe-se lá do quê, perseguindo metas que não são suas, fazendo um esforço enorme, sem perceber, para acreditar que a felicidade não existe, e que o mais importante é fazer as escolhas e colocar sua energia a serviço das opiniões alheias. Mas a vida está sempre avisando, sempre orientando.
Cada vez que soar uma campainha na sua cabeça e lhe ocorrer aquela dúvida, mesmo que muito rapidamente, pára para pensar e responda à pergunta que a vida lhe faz: “Será que isso tudo está valendo a pena?” Pode ser que ao parar para pensar nisso seriamente, as coisas comecem a mudar, e as razões para o arrependimento e o final triste do filme da vida deixem de existir. Ouça atentamente a sua vida, pois ela é sua melhor conselheira.
Roberto Shinyashiki
(baseado em trecho do livro "O Sucesso É Ser Feliz", ed. Gente)

Os conselhos dados com dureza não produzem efeito; são como os martelos, sempre repelidos pela bigorna. (Helvétius)
Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho.
Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".
Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.
Stephen Kanitz
www.kanitz.com.br
Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20/06/2001, p.22.

Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida.
Você pode ainda e sempre:
avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranqüilidade;
atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça;
entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimento domina;
elevar a vibração do trabalho onde o desânimo apareça;
extrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e censura;
colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação;
acender a luz do entendimento e da concórdia, onde surja a treva da ignorância;
descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice;
preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade.
Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. CEC.

O PLANTÃO DA PAZ é uma instituição que atende ligações telefônicas de qualquer parte do país. O serviço funciona, em Salvador - Bahia, de segunda a sábado, das 8 às 19h, através do telefone (71) 3322-3580. O atendente é um amigo que profere uma mensagem de conforto e otimismo àquele que, provavelmente, passa por alguma dificuldade no campo das relações afetivas, familiares, existenciais, aflições etc. e que, sozinhas, têm dificuldades em encontrar uma solução e necessitam desabafar e serem ouvidas com interesse e atenção.
Esse é o papel do PLANTÃO DA PAZ: ouvir e apoiar as pessoas que se sentem desamparadas em algum momento da vida, levando-lhes palavras de esperança e conforto espiritual, restabelecendo a auto-estima e a paz interior. A instituição não tem fins lucrativos e atende, em média, cerca de 25 pessoas diariamente. Sem precisar se identificar (o trabalho é sigiloso e anônimo) e pagando o valor normal da tarifa telefônica, as pessoas procuram o serviço para ouvir palavras de reflexão e otimismo.