Plantão da Paz

O PLANTÃO DA PAZ é uma instituição de auxílio fraterno que funciona em Salvador - Bahia, de segunda a sábado, das 8 às 19h, através do telefone (71) 3322-3580.

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Muita Paz!

 

 

  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 22:56:22

30.11.07

Higiene espiritual...

"A lembrança amarga não consertará o passado.
A tristeza não lhe trará luz ao pensamento.
O desânimo não tem condições de prestar auxílio.
O azedume não pacifica o mundo íntimo.
A revolta não lhe fará ver o caminho justo.
A crítica é fator de mais solidão.
A irritação é a companheira do fracasso.
A intolerância afasta a simpatia.
O ressentimento é veneno em você mesmo.
A condenação é treva que se espalha.
Evitemos esses agentes do contra e procuremos trabalhar, na certeza de que, servindo, encontraremos a benção da alegria por nosso clima permanente de luz."
(André Luiz em Respostas da Vida)

HIGIENE ESPIRITUAL

Ante os detritos da maledicência, usemos a vassoura das boas palavras.
Ante o lixo do sarcasmo, cavemos a fossa do silêncio.
Ante os vermes da crueldade, mobilizemos os antisséticos do socorro cristão.
Ante o vírus da cólera ou da irritação que nos defrontar nas frases ou nas atitudes alheias,
Ante os tóxicos do pessimismo negrejante, acendamos claridade do bom ânimo.
Ante o veneno da ociosidade, mobilizemos os nossos recursos de serviço.
Ante as serpes da incompreensão, realizemos. mais vasto plantio de caridade.
Ante os micróbios da desconfiança, incentivemos a nossa sementeira de boa-vontade e fé.
Ante a erva sufocante dos conflitos de opinião, refugiemo- nos na boa vontade para com todos, que procura garantir o bem, acima de tudo.
Ante as perigosas moléstias do amor próprio ferido, expressar-se no corpo e na alma, através de mil modos, pratiquemos o perdão incondicional e incessante.
Jesus não é somente o nosso Divino Orientador.
É; também o Divino Médico de nossa vida.
Procuremos, pois, no Evangelho, as justas instruções para nossa higiene espiritual e alcançaremos a nossa higiene espiritual e alcançaremos a harmonia para sempre.

André Luiz
(Do livro "Relicário de Luz", psicografia de Francisco Cândido Xavier, autores Diversos Espíritos - Ed. FEB)
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 15:52:59

29.11.07

Você está comprometido?

"Se construístes castelos no ar, não te envergonhes deles; estão onde devem estar. Agora constrói os alicerces" (A. C. Jesus).

VOCÊ ESTÁ COMPROMETIDO?

Olha, não estou querendo saber se você já encontrou seu par na vida, embora quem esteja num relacionamento amoroso não deixa de estar comprometido. Acho muito curioso o fato de que todos nós desejamos a felicidade, temos sonhos, ideais, mas apesar disso continuamos infelizes. No fundo, ninguém quer ser infeliz. A felicidade é a meta, é a busca contínua, e muitas vezes sabemos bem o que poderá nos trazer felicidade. Então por que tanta infelicidade?

Em nossa vida, verificamos que temos muitas intenções, muitos sonhos, muitos projetos. Mas não temos compromisso com as nossas intenções. Dê uma olhadinha em sua vida e verifique quantos projetos você tem colocado em prática.

Será que você está comprometido com os seus sonhos?

E nós somos peritos em sonhos, idéias, mas , péssimos alunos em execução. O Dr. Roberto Shinyashiki, médico e escritor, costuma dizer que algumas pessoas têm muita iniciativa e pouca "acabativa". Aquele regime de que tanto necessitamos, por vezes até por necessidade médica e não puramente estética, sempre fica para depois, para segunda-feira... Só não se sabe de que mês e de que ano. Já contou quantas segundas-feiras já se passaram e você ainda não iniciou sua dieta?

E aquele trabalho voluntário numa instituição de caridade? Sempre fica para o ano que vem. "Um dia, depois, quem sabe..."
E aquela visita ao médico? "Fica para depois das férias, das provas, da copa do mundo, do carnaval".
E o abandono do cigarro? "Fica para depois deste maço".
E aquele curso de reciclagem profissional, tão importante nestes tempos de globalização? "Depois eu faço, estou até com o número do telefone na agenda para fazer a minha inscrição, mas o dia é tão corrido que quando vejo já é tarde.". E já se passaram mais de seis meses e a inscrição nem sequer foi feita.
E aquele curso que comecei e não terminei? Fui ao médico e não fiz os exames solicitados. Fui ao Centro e interrompi o tratamento de passes. E aquele livro que comecei e não passei do primeiro capítulo? Aquele filme de cinema que tanto queria assistir e já saiu de cartaz? Enfim, aquilo com que tanto sonhei mas não me empenhei para realizar?

Quando terminei a faculdade de direito, comecei a exercer a advocacia, mas aos poucos fui descobrindo minha inclinação para a carreira publica, mais precisamente para a magistratura. Como o concurso de ingresso na carreira de juiz era muito rigoroso, precisava dedicar-me mais aos estudos. Resolvi deixar a advocacia para só me dedicar ao concurso, graças, é claro, ao apoio financeiro de meu pai. E assim fiquei estudando por vários meses, mais de dez horas por dia. Fui aprovado na primeira fase do concurso, pelo que fiquei bastante animado. Mas não fui adiante. A reprovação na segunda prova foi um golpe fortíssimo. Fui a nocaute; fiquei estendido na lona por vários meses. Não me conformava. Achava que tinha feito uma boa prova. E aí culpei o mundo, a faculdade, a política, o governo, a empregada... Estava revoltado, quase um ano de minha vida perdido em cima dos livros, pensava.

Teria que voltar para a advocacia, mordido por dentro, revoltado. Tive que procurar emprego, entrevistas e mais entrevistas. Até que acabei sendo contratado. Fui me conformando com a situação. Concurso? "Nunca mais", pensava. E assim se passaram dois anos. Estava relativamente bem na advocacia, já trabalhando em outro grande escritório, mas por dentro vivia insatisfeito porque no fundo eu queria mesmo era ser juiz. A advocacia é uma belíssima profissão, um sacerdócio, mas a minha inclinação era para a magistratura.

Minha mulher, na época minha namorada, notando minha tristeza interior e conhecendo-me por dentro, tocava no assunto do concurso, dizendo-me para tentar mais uma vez, ir atrás daquilo que queria. A princípio, a idéia foi prontamente rejeitada. Mas ela, com a sensibilidade de mulher, foi pouco a pouco me convencendo da necessidade de tentar. Ela me fez uma pergunta que nunca mais vai sair da minha cabeça:

"O que será de você futuramente quando aparecer o remorso de não ter lutado por seus sonhos?"

Então eu fiz a projeção de um homem amargurado e derrotado. Foi o bastante para retomar o meu sonho. E me convenci de que deveria tentar quantas vezes fosse necessário. Poderia ser que não fosse aprovado, que não me tornasse juiz, mas queria deixar essa vida como um homem que lutou por seus sonhos. Queria morrer com a certeza de que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance para conquistar os meus ideais, e não com a vergonha de ter sido fraco ao não persistir na luta.

Um ano depois acabei sendo aprovado no concurso e hoje sou juiz porque venci todas as barreiras, que no fundo eram as minhas próprias limitações. Eu não havia sido aprovado anteriormente porque não estava suficientemente preparado, quer sob o ponto de vista técnico, quer sob o ponto de vista emocional. Era preciso maior empenho. Fui aprovado quando larguei a revolta, o orgulho ferido e decidi ser feliz. Estudei mais, preparei-me melhor, adquiri mais experiência na advocacia e a aprovação no concurso acabou sendo uma decorrência natural da minha determinação.

Sonhar é bom. Melhor é tornar o sonho realidade. Mas para isso é preciso comprometimento, determinação e dedicação. É preciso sair da nossa zona de comodidade e transformar nossas aspirações em situações concretas. Nada cairá do céu. Deus atua pelos nossos gestos concretos, não por nossos sonhos. Quem está desempregado deve movimentar-se para encontrar um emprego. Não basta ficar sonhando com um bom trabalho, é preciso materializar as condições para que o sonho se concretize.

Todos os grandes homens do mundo, só realizaram seus sonhos porque estavam comprometidos com ele. Tinham intenção, mas tinham sobretudo muita ação. Todos se lembram de Edson Arantes do Nascimento, o nosso Pelé, como o maior jogador do século, mas poucos se recordam de que ele continuava a sua preparação física e técnica depois que o treinador dava por encerrado o coletivo. Vejamos também os exemplos de Madre Tereza de Calcutá, Francisco de Assis, Ganghi, Martin Luther King, Albert Schweitzer, Thomas Edison, etc.

O título deste livro encerra um grande desafio: sem medo de ser feliz. É, até para ser feliz é preciso coragem, determinação. Muitas vezes nós queremos a felicidade, mas não estamos dispostos a pagar o preço. Nada nos é dado sem merecimento. Muitos sonham com a felicidade, mas querem continuar do mesmo jeito que os torna infelizes. Eu só fui aprovado no concurso quando abandonei a imagem do revoltado, do homem orgulhoso que não admitia suas próprias limitações. Com aquele comportamento, eu estava dizendo para o mundo que era um injustiçado, que o meu valor não havia sido reconhecido. Era uma atitude cômoda, porque era mais fácil reclamar do que me esforçar para suprir as minhas deficiências. Se eu não havia feito o bastante para ser aprovado, que fizesse mais, que estivesse mais bem preparado para os próximos concursos. Contudo, era mais fácil reclamar, colocar a culpa nos outros. Por isso temos que estar comprometidos com a nossa felicidade. O medo de ser feliz significa o medo que temos de abandonar os comportamentos antigos que nos trazem infelicidade. Se a gente ficar no "pobre de mim" a nossa vida será mesmo uma pobreza de felicidade.

E você, anda realizando os seus sonhos? Está comprometido com eles? Que bom se você disser que sim! Mas, se não estiver, comece agora. Comprometa-se com seus ideais. Decida-se por você. Seja um realizador. Um homem de ação. A vida é como se fosse uma grande peça de teatro e você um dos seus protagonistas. Ocorre que muitos acham que a peça ainda não estreou e que ainda estamos ensaiando. Enganam-se. Estamos em pleno palco da vida, com todos os atores em cena, com o público à nossa espera, aguardando o desempenho do nosso papel de ator principal.

Será que você tem coragem de ser feliz?
Eu acredito que sim.

José Carlos De Lucca - Livro "Sem Medo de Ser Feliz"
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 17:55:38

28.11.07

Fechando portas...

"Não deixe portas entreabertas
Escancare-as
Ou bata-as de vez.
Pelos vãos, brechas e fendas
Passam apenas semiventos,
Meias verdades
E muita insensatez."
(Flora Figueiredo)

FECHANDO PORTAS

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida.
Se insistimos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido do resto.

Fechando círculos, fechando portas ou fechando capítulos, como queira chamar,
o importante é poder fechá-los,
deixar ir momentos da vida que se vão enclausurando.

Terminou seu trabalho?
Acabou a relação?
Já não mora mais nessa casa?
Deve viajar?
A amizade acabou?

Você pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo...
O desgaste será infinito, porque na vida, você, seus amigos, filhos, irmãos,
todos estamos destinados a fechar capítulos, virar páginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.

Não podemos estar no presente sentindo falta do passado.
O que aconteceu, aconteceu.

Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos
com quem não quer estar vinculado a nós.

Os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos que deixá-los ir!

Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar,
trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros...

Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar.

O passado passou: não espere que o devolvam.
Também não espere reconhecimento ou que saibam quem você é.
A vida segue para frente, nunca para trás.

Se você anda pela vida deixando portas "abertas", nunca poderá desprender-se, nem viver o hoje com satisfação.

Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham,
possibilidades de "regresso" (a quê?),
necessidade de esclarecimentos,
palavras que não foram ditas,
silêncios...

Fazer a faxina emocional é arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo.
Não por orgulho ou soberba,
mas porque você já não se encaixa alí,
naquele lugar,
naquele coração,
naquela casa,
naquele escritório,
naquele cargo...

Você já não é o mesmo que foi há dois dias,
há três meses,
há um ano...
portanto, nada tem que voltar.

Feche a porta, vire a página, feche o círculo!

Você nunca será o mesmo, e nem o mundo à sua volta, porque a vida não é estática.

Faz bem à saúde mental cultivar o amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida.

Lembre-se de que nada, nem ninguém, é indispensável...
É um trabalho pessoal aprender a viver com o que dói, deixar-se ir e aprender a desprender-se.
E isso o ajudará definitivamente a seguir para a frente com tranqüilidade.

Essa é a vida que todos precisamos aprender a viver...

Ro Luggeri
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 17:37:02

27.11.07

Um pouco de silêncio...

"Apenas no silêncio interno, a alma descobre os segredos de Deus."
(Frederick William Robertson)

UM POUCO DE SILÊNCIO

Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo - ou em trilhas determinadas - feito hâmsteres que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém - como se amizade ou amor se "arrumasse" em loja. Com relação a homem pode até ser libertário: enfim só, ninguém pendurado nele controlando, cobrando, chateando. Enfim, livre!
Mulher,não. Se está só, em nossa mente preconceituosa é sempre porque está abandonada: ninguém a quer.
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa idéia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem - ou o que - somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre - em si e no outro - regiôes nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
-Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me dêem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.

Lya Luft
in “Pensar é transgredir”
  • criado por  plantaodapaz criado por plantaodapaz
  • Postado em 15:43:31